fbpx

Blog

Fique por dentro das notícias e novidades da LogLife.

Como transportar material biológico

Como transportar material biológico

Neste conteúdo, explicaremos como transportar material biológico de forma segura e seguindo a regulamentação exigida pelos órgãos competentes.

O que é um material biológico?

De acordo com a Secretaria de Saúde da Prefeitura de São Paulo , material biológico são consideradas amostras biológicas de material humano para exames laboratoriais, por exemplo:

  • sangue urina,
  • fezes,
  • suor,
  • lágrima,
  • linfa (lóbulo do pavilhão auricular, muco nasal e lesão cutânea), escarro,
  • esperma,
  • secreção vaginal,
  • raspado de lesão epidérmico (esfregaço) mucoso oral,
  • raspado de orofaringe, secreção de mucosa nasal (esfregaço), conjuntiva tarsal superior (esfregaço),
  • secreção mamilar (esfregaço),
  • secreção uretral (esfregaço),
  • swab anal,
  • raspados de bubão inguinal e anal/perianal,
  • coleta por escarificação de lesão seca/swab em lesão úmida e de pêlos
  • qualquer outro material humano necessário para exame diagnóstico.

Então, como transportar material biológico? Precisamos observar os seguintes pontos principais:

  • Classificação do Material
  • Validação do transporte
  • Embalagem adequada
  • Transportadora

Classificação do Material Biológico

De acordo com a Anvisa, no documento Manual de Vigilância Sanitária Sobre o Transporte de Material Biológico Humano, existem quatro diferentes classificações de risco para identificar o material biológico:

  • Categoria A – Primeiramente, nessa categoria quando há exposição ao material pode ocorrer uma infecção que resulte em incapacidade permanente e risco de morte para humanos ou animais.
  • Categoria B – Em seguida, a classe B engloba os agentes biológicos suspeitos de causarem infecção em humanos. São mais brandas que a categoria A e são as amostras mais comuns de serem transportadas.
  • Categoria C ou de Risco Mínimo – Logo depois, vem categoria C que compreende amostras biológicas com baixo risco de estarem contaminadas ou materiais patogênicos previamente julgados como infecciosos por profissionais. Ou seja, possuem risco mínimo
  • Isento – Por fim, as amostras biológicas compreendidas nessa categoria são livres de agentes infecciosos.

Ainda segundo o protocolo, essas classificações foram recomendadas pela OMS afim de estabelecer regras básicas que possam ser aplicadas aos regulamentos locais, ou seja, uniformizar o transporte de cargas perigosas.

Essas regras valem igualmente para o transporte terrestre, aéreo e aquaviário. De acordo com cada classificação, devem ser utilizadas diferentes marcações com orientações na embalagem.

Validação do transporte

É muito importante, no transporte de amostras biológicas, antes mesmo de embalar o material, verificar o prazo máximo que o material pode ficar em trânsito, de acordo com a estabilidade da amostra e os parâmetros de temperatura.

No transporte, chamamos isto de validação do transporte ou da rota.

A validação consiste em fazer um transporte teste (sem amostra dentro) ou um ensaio em laboratório a fim de estudar se aquela quantidade de material refrigerante, com as devidas embalagens, mantem o material estável durante o tempo de transporte.

Assim definido, é possível definir o modal e como deve ser feita a logística.

Para saber tudo sobre Validação no Transporte de Material Biológico, leia nosso conteúdo completíssimo!

Caixa/embalagem adequada

De acordo com a RDC 20, toda embalagem de material biológico deve ser tríplice, ou seja, ser embalada em três recipientes:

  1. Primária (ex: tubo)
  2. Secundária (ex: saco zip-lock)
  3. Terciária (ex: caixa de papelão ou caixa térmica)

Seguindo o modelo tríplice e as instruções de embalagem (de acordo com a classificação do material), grande parte dos riscos no transporte serão reduzidos.

É importante ressaltar que durante a embalagem deve ser observado o material refrigerante. Pois de acordo com o material utilizado, é necessária uma etiqueta especial.

Para entender melhor sobre o assunto, sugiro ler o seguinte texto (hiperlink).

Como deve ser feito o transporte de hemocomponentes?

Os hemocomponentes, de acordo com o Hemominas, são os produtos gerados em serviços de hemoterapia através de técnicas de centrifugação que permitem o fracionamento da bolsa de sangue total em concentrado de hemácias, concentrado de plaquetas, plasma fresco congelado e crioprecipitado.

Desta forma, conforme a RDC 20, os hemocomponentes são considerados materiais biológicos isentos de risco e devem ser transportados de acordo as embalagens desta classificação.

Transportadora

Por fim e não menos importante, é necessário escolher a transportadora que irá realizar o transporte.

A escolha correta da transportadora é importante por dois motivos:

  1. Alvará para o transporte
  2. Monitoramento 

Sempre solicite o alvará para transporte de materiais biológicos da transportadora que está realizando o serviço, dessa forma você garante que a empresa segue os padrões da RDC 20.

Além disto, o monitoramento é peça chave pois durante o transporte, principalmente no intermunicipal, a carga é manuseada por diversas pessoas e passa por fiscalizações (VISA, ANTT, ANAC, SEFAZ). Portanto, conte a LogLife, uma empresa que fornece todo suporte logístico de como transportar material biológico.

COMPARTILHAR


Inscreva-se em nossa News Letter

E fique por dentro das novidades da LogLife

Precisa de ajuda? Converse conosco