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O Que é Transporte de Material Biológico

O Que é Transporte de Material Biológico

Em 2014, foi implementada a Resolução de Diretoria Colegiada n°20 (RDC 20), que definiu claramente o que é transporte de material biológico.

A RDC 20 foi um marco para o setor de transporte de material biológico, que precisa ter processos próprios e merece cuidados especiais, afinal, ela trabalha em conjunto com uma área bem delicada, a da saúde.

Neste post, separamos de maneira objetiva tudo o que você precisa saber sobre o assunto:

Qual a importância do transporte de material biológico?

O transporte de materiais biológicos é parte especial da área Logística e está incluso na fase pré-analítica de materiais biológicos e sensíveis. Ele diz respeito a todo o processo e o percurso realizados para levar um material de uma ponta a outra, a fim de que ele chegue devidamente estável ao seu destinatário.

Como o transporte de material biológico é regulamentado?

Atualmente o transporte de materiais biológicos é regulamentado pela Resolução de Diretoria Colegiada (RDC) 20 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), com publicação e entrada em vigor em 10 de abril de 2014.

Como funciona o transporte de materiais biológicos?

De acordo com a resolução da Anvisa o transporte de materiais biológicos deve envolver o uso embalagens adequadas, documentos que garantem a segurança e modais que se adequem às necessidades da carga transportada. Confira, a seguir, como funciona todo esse processo!

Qual é a subdivisão dos materiais biológicos?

Existem diferentes classificações de material biológico na Logística, e eles precisam ser conhecidos, para que sejamos capazes de identificar quais elementos estamos transportando e qual é o seu nível de periculosidade. Portanto, as três principais categorias são, de acordo com o manual da Anvisa, são:

Categoria A

Primeiramente, a categoria A abrange um material biológico infeccioso, sinalizado como UN 2814 ou UN 2900. A exposição a ele pode causar incapacidade permanente ou enfermidade mortal, pondo em risco a vida humana ou de outros animais.

Categoria B

Enquanto na categoria B encontramos o material biológico infeccioso que não se inclui na categoria A, classificado como “substância biológica de Categoria B” UN 3373. Em suma, este tipo engloba amostras de pacientes suspeitos ou que haja confirmação da presença de agentes infecciosos causadores de doenças em humanos.

Risco Mínimo

Em seguida, essa categoria inclui materiais biológicos provenientes de indivíduos saudáveis submetidos a juízo profissional baseado em história clínica, sintomas e características individuais que assegurem a probabilidade mínima do material biológico conter microrganismos patogênicos.

Isentos

E por fim, essa classe abrange materiais que não oferecem qualquer risco a vida humana por não conter agentes infecciosos.

Além disso a classificação de risco biológico refere-se ao nível de perigo diante à exposição a agentes biológicos — determinada pela facilidade de transmissão por meio de materiais biológicos e reversibilidade da doença, devido à disponibilidade de tratamentos e preventivos conhecidos.

Aqui na LogLife, somos especialistas exatamente no transporte de material biológico categoria B UN3373, dessa forma oferecemos toda a segurança para o material e àqueles que o transportam.

Quais são os documentos necessários para transportar materiais biológicos?

Primordialmente, é preciso ter alguns documentos, alvarás e certificações:

  • Alvará de Localização;
  • Alvará Sanitário;
  • AVCB;
  • Certidão de regularidade do Responsável Técnico junto ao conselho de classe;
  • Certificado de Regularidade junto ao Ministério do Meio Ambiente;
  • PPRA;
  • PCMSO.

Bem como as documentações constituintes da pessoa jurídica, como Contrato Social, CNPJ, inscrições estaduais e municipais. 

Caixas específicas para o transporte de material biológico

De acordo com a Anvisa, o sistema de embalagens para transportar o material biológico com segurança precisa ser constituído essencialmente por três componentes:

  • Embalagem Primária: recipiente que entra em contato direto com o material, por exemplo: tubos de coleta. Este material deverá ser disponibilizado pelo cliente;
  • Embalagem Secundária: deve ter capacidade para envolver e conter a embalagem primária, por exemplo: saco plástico, plástico bolha, material absorvente e lacre; 
  • Embalagem Terciária (externa): recipiente com rigidez adequada, por exemplo: caixa de isopor e caixa de papelão.

Portanto, os recipientes primários devem ser acondicionados em embalagens secundárias de modo que, sob condições normais de transporte, não possam romper ou ser perfurados, nem que seu conteúdo possa vazar.

Quais são os modos de conservação do material biológico durante o transporte?

Primeiramente, para manter a estabilidade do material, é necessário que ele seja acondicionado de forma adequada, levando em conta o seu prazo de duração, a forma como ele será analisado e também o tempo de percurso.

Existem 3 formas de conservação dos materiais biológicos para que suportem a trajetória do remetente ao destinatário:

  • Ambiente: aqui, o material biológico é transportado dentro da caixa de isopor sem nenhum tipo de refrigerante ou congelante;
  • Refrigerado: nesse caso, usa-se gelo reciclável, também conhecido como gelox, para garantir o resfriamento do material biológico;
  • Congelado: o material congelado requer o uso de gelo seco para o transporte.

Além disso, no caso de materiais refrigerados e congelados, o estabelecimento da quantidade de gelox ou gelo seco necessária para manter a estabilidade do material é de responsabilidade do contratante do serviço.

Quais são os possíveis modais para transporte de material biológico?

Os modais mais comuns usados para transportar materiais biológicos são o aéreo — normalmente utilizado para transportes interestaduais, devido às maiores distâncias — e o terrestre — que pode ser realizado por carros, motos, caminhões e furgões, por exemplo, sendo, assim, mais utilizado para transportes intermunicipais ou locais.

Documentos necessários para cada modal

Existem documentos necessários para realização do transporte do material biológico de categoria B, que se diferenciam, de acordo com o modal utilizado. Basicamente, são documentos fiscais da carga a ser transportada que, de acordo com a RDC 20/2014, permitam a rastreabilidade da expedição/carga em trânsito.

Assim, qualquer documento fiscal que assegure a origem (remetente) e o destino (destinatário) do material que está sendo transportado, juntamente com as etiquetas de identificação de risco da carga, facilitará sua rastreabilidade e a segurança.

Sendo assim, algumas diferenças entre os modais são:

Transporte Aéreo (normas da ANAC)

O transporte de substância biológica da categoria B necessita do CT-e para transporte doméstico, bem como do AWB para transporte internacional.

Transporte Terrestre (normas da ANTT)

Os documentos fiscais devem conter algumas informações, como:

  • endereço completo do destinatário, nome e número do telefone de um responsável pelas informações técnicas do material;
  • informações que identifiquem o veículo ou modo de transporte a ser utilizado;
  • data da realização do transporte;
  • nome do(s) aeroporto(s), da(s) estação(ões) de transbordo e do(s) local(is) de descarga (caso couber);
  • outras informações que o remetente e o destinatário julgarem necessárias

Sendo assim, são vários os detalhes dos quais cuidamos diariamente para garantir o cumprimento das normas de segurança e proteger vidas!

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